Coutinho quer mais investimento do setor produtivo para impulsionar desenvolvimento sustentável - CIESP

Coutinho quer mais investimento do setor produtivo para impulsionar desenvolvimento sustentável

 

Para o presidente do BNDES, continuidade dos investimentos privados na produção é o que vai garantir manutenção do ritmo de crescimento econômico

 

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou ontem (12) que a manutenção do investimento produtivo é vital para garantir o desenvolvimento sustentável do país. “A sustentabilidade dos investimentos depende de nossa capacidade de estabelecer um novo padrão de relação e confiança [entre governo e iniciativa privada]. Essa união de forças entre todos nós é que fará com que o ciclo de investimento se sustente, que a inovação [tecnológica] venha com força e que o Brasil possa manter o crescimento sustentável sem pressões e com produtividade”, afirmou, durante o Congresso da Indústria 2008, realizado pelo Ciesp e a Fiesp, ontem, em São Paulo.

 
Por 15 semestres consecutivos, a aplicação de recursos pelo setor de transformação é superior ao crescimento do PIB, puxado pelo lucro das empresas, informou Coutinho. “O ciclo de investimentos que o país vive é precioso. É ele que garante a criação de oferta para o futuro e um dos principais esteios desse ciclo tem sido o reinvestimento de lucros”, disse.
 
Coutinho avaliou positivamente a estrutura financeira do Brasil, argumentando que as bases da economia são sólidas o suficiente para manter um ritmo de crescimento sustentável, impulsionado pela expansão da atividade produtiva. “O setor privado voltou a exibir rentabilidade a níveis não observados há muito tempo. No ano passado, a taxa de retorno do setor privado não financeiro foi extremamente satisfatória, superior a 14% sobre o patrimônio líquido, demonstrando a geração de uma massa de recursos de lucro que vem sendo reinvestido na atividade produtiva”, avaliou.
 
O presidente do BNDES descartou ameaças à economia brasileira, em decorrência da crise internacional. Para ele, os fundamentos macroeconômicos no país são sólidos. “O mercado de crédito e o de capitais têm um grande potencial de expansão. O emprego formal e a renda das famílias crescem e o risco de inflação é passageiro. A política distributiva do governo faz com que o consumo das famílias possa se sustentar de uma maneira dinâmica, ajudando a indústria, criando demanda e mantendo as perspectivas de investimento”, analisou Coutinho.
 
Agência Ciesp de Notícias
Nivaldo Souza
13/06/2008