Comgás confirma cálculo de volume de gás natural apontado pela Fiesp - CIESP

Comgás confirma cálculo de volume de gás natural apontado pela Fiesp

Durante o processo de revisão tarifária da Comgás, realizado nos meses de maio e junho, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) contestou fortemente as previsões de consumo de gás natural, apresentadas pela concessionária e pela Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) para o período 2009/2014.


Os dados divulgados pela própria concessionária nesta quinta-feira (30/7) dão razão à Fiesp. Já no mês de julho de 2009 foram vendidos 11,3 milhões de metros cúbicos diários. Este volume é muito superior à previsão apresentada pela Comgás em seu plano de negócios, elaborado para efeito da revisão tarifária. Nele, este volume só seria retomado em 2014.


É importante ressaltar que o volume registra proporção inversa à margem operacional, elemento básico para o cálculo da tarifa. Isto é, quanto menor o volume, maior a tarifa.







Já a Arsesp, responsável legal pelo processo de revisão tarifária, previu em sua nota técnica que apenas entre 2011/2012 seriam comercializados 11,3 milhões de metros cúbicos diários. Na nota técnica revisada, sua previsão foi ligeiramente ajustada para 11,5 milhões de metros cúbicos diários para o mesmo período.


A Fiesp apresentou dois cenários de projeção de demanda (conforme dados da tabela), calculados com base em informações das indústrias que representa.


A entidade qualificou ainda como insustentáveis as previsões de volume apresentadas pela Comgás e pela Arsesp, que ignoraram um mercado pré-existente que superava 11,5 milhões de metros cúbicos diários no final de 2008.


A Fiesp também observou a contradição entre o plano de negócios aprovado pela Arsesp para a concessionária, que previa investimentos em infraestrutura de distribuição em torno de R$ 2,1 bilhões para o período 2009/2014 se o volume pré-existente fosse retomado apenas em 2014.


De acordo com os números apresentados pela Comgás, seu lucro operacional foi 200% maior no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2008, mesmo diante do momento de crise econômica mundial, da queda acentuada do PIB brasileiro e da redução do consumo de gás natural nos cinco primeiros meses de 2009, na ordem de 38,5%.


“Diante deste quadro, estamos certos que a Arsesp reconhecerá o equívoco de suas previsões e revisará imediatamente a nova tarifa estabelecida em junho de 2009”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Fiesp.


Agência Ciesp de Notícias