Com foco no delivery, Domino´s Pizza transformou US$ 500 em US$ 1,1 bilhão - CIESP

Com foco no delivery, Domino´s Pizza transformou US$ 500 em US$ 1,1 bilhão

“Empreender é sonhar alto, e quanto mais gente sonhando junto, maior se torna o negócio.”Dita peloempresário carioca Mário Chady, nesta segunda-feira,durante sua palestra no V Congresso Paulista de Jovens Empreendedores da Fiesp/Ciesp,mais que um mero conselho, a fraseacima revelao peso da experiência.

Presidente da Umbria,holding que controlaas marcas Spoleto, Domino’s Pizza, Koni Store, entre outras, Chady se tornou o sucesso que é hojecomcriatividade e perseverança, e manteve-se no negócio por analisar diariamente todos os aspectos.

Na adolescência, Chady iniciou a carreira em comércio exterior e, aos 22 anos, ingressou no empreendedorismo e abriu seu primeiro negócio: o restaurante Guilhermina Café. Passou então a operar conceitos diferenciados no setor, e em 1999, lançou a maior rede de culinária rápida italiana do Brasil, o Spoleto.

Com foco na trajetória do comando em seu primeiro negócio, na década de 1980, Chady revelou que às sextas-feiras trocava os preços do cardápio, em virtude das altas taxas de inflação na época.

O também palestrante Jeff Kacmarek, diretor de Marketing da Domino’s Pizza em sua primeira visita ao Brasil especialmente para o Congresso do CJE, citou inicialmente que a primeira lojada rede foi adquirida por US$ 500, em 1960. Trinta anos depois, a marca passou a valer US$ 1,1 bilhão.

Cerca de nove mil lojas espalhadas pelo mundo vendem aproximadamente 1 milhão de pizzas por dia. Os principais mercados concentram-se no México, Reino Unido e Austrália. A principal modalidade de venda, o delivery (entrega em domicílio), engloba 70% das vendas.

Propagandas e estratégias
Kacmarek apresentou peças publicitárias da Domino’s Pizza veiculadas em vários países onde a marca está presente. Entre produções bem elaboradas, até um comercial bem humorado estrelado pelos Simpsons foi reproduzido, o que mostra a dimensão do reconhecimento da empresa em nível mundial.

Servir pizzas “no balcão” ainda é um desafio para a Domino’s, o que totaliza apenas 30% das vendas. Para aumentar esta margem, a localização e a disposição das lojassão muito importantes, além de levar em conta a preferência da clientela de cada país. Situações de outros mercados são consideradas, como o Japão, que criou um tipo de pizza que foi incorporado com sucesso no México.

No Brasil, realizaram o lançamento de um produto que, segundo o diretor, foi excelente. A pizza Giga, a maior do cardápio, teve sua promoção estendida por quatro vezes. Tanto sucesso fez com que a ideia fosse aplicada na Malásia, onde em três semanas esgotou o estoque de brindes oferecidos com a pizza.

Consistência da marca
As franquias de cada país têm uma estratégia diferente paraatrair e acomodarclientes, e depende da cultura e costumes de cada localidade.

“Devemos fazer uma boa imagem da loja, da marca. O sucesso de uma loja tem como segredo a execução do empreendedorismo. Caso contrário, o negócio morre”, destacou Jeff Kacmarek.

Os direitos da Domino’s Pizza no Brasil tiveram início em 2004. Houve muitos erros na tentativa de ingresso no País. A imagem inicialconstatada pela empresa revelava que o público tinha má impressão do produto e do serviço. Para sanar esta percepção, a marca passou a cuidar melhor dos funcionários, aumentar a qualidade, reconstruir a imagem e a comunicação, além de reformar as lojas.

De acordo com Roberto Fiani, diretor-geral da Domino’s Brasil,a repaginação dos anúncios foi muito importante neste processo,pois passou a valorizar as pessoas em seus momentos, reunidas para a refeição. Com o conceito de “pizzaria de bairro”, em alusão às áreas limitadas de entrega de cada região, a promoção das terças-feiras,na qual se paga por uma pizza e ganhaoutra concentra 78% das vendas no País.

A garantia de entregar o pedido em 30 minutos é uma demonstração de confiança total na operação. Se demorar mais do que o prometido, o pedido todo sai de graça, o que comprova a capacidade de gestão da empresa. Já as vendas on-line, em fase de testes no Brasil, respondem por 18% das vendas nos Estados Unidos.

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp