Ciesp reúne 100 novos empresários associados em almoço na Capital - CIESP

Ciesp reúne 100 novos empresários associados em almoço na Capital

O presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Paulo Skaf, recebeu 100 novos empresários associados à entidade nesta quinta-feira (16), em almoço realizado em São Paulo.

O líder empresarial cobrou o engajamento empresarial nas bandeiras defendidas pelas 43 diretorias do Ciesp no estado, como forma de defender interesses regionais da iniciativa privada.

“Queremos que essa Casa cresça com os empresários participando ativamente. Não basta se filiar e ficar quieto na empresa. É necessário que atuemos juntos, porque uma ‘canetada’ pode prejudicar todo um setor e é preciso estar unidos para impedir desmandos. Temos que estar juntos, ser um exército a favor da sociedade, da produção e do Brasil”, declarou.

Formação profissional
Skaf destacou o papel dos industriais paulistas na educação profissionalizante, por meio das escolas do Senai. “A indústria de São Paulo está formando mão de obra e nossas escolas são referência internacional”, afirmou.

Ele ressaltou que o momento é vital para investir na formação dos trabalhadores. “Este é o ano do investimento em educação, porque quando essa crise financeira passar estaremos mais bem preparados internamente”, sinalizou.

Recuperação do PIB






Kênia Hernandes

SKAF – PIB pode registrar queda de 1,5% no primeiro trimestre de 2009. Recuperação pode ser ajudada com a injeção de crédito por meio de fundos de aval

Na avaliação do líder empresarial, a crise será responsável pelo recuo da atividade econômica no primeiro trimestre de 2009. A previsão de Paulo Skaf é de que o produto interno bruto pontue queda entre 1% e 1,5% para o período.

“Se a queda no PIB se confirmar, entraremos num período de recessão técnica”, avaliou, lembrando que o Brasil foi o segundo país mais afetado pela crise, com recuo de 3,6% nos últimos três meses de 2008.

De acordo Skaf, a recuperação da atividade econômica depende de um crescimento trimestral médio de 2% nas próximas medições do PIB. “Os últimos seis meses foram ruins, mas há expectativa de que daqui para frente haja crescimento”, indicou.

Fundo de aval
A saída da turbulência financeira global, segundo Skaf, depende da retomada do crédito a partir da irrigação do sistema financeiro pelo Fundo de Garantia para a Promoção da Competitividade (FGPC) do BNDES, em âmbito nacional, e do Fundo de Aval do governo estadual paulista.

“Para enfrentar a crise no médio prazo a solução é mais crédito. E a solução para mais crédito são os fundo de avais, porque são eles que podem irrigar o sistema enquanto o fim dessa crise não chega”, declarou.

Nivaldo Souza, Agência Ciesp de Notícias