Ciesp Oeste promove encontro sobre empreendedorismo - CIESP

Ciesp Oeste promove encontro sobre empreendedorismo

 

Na última quinta-feira (24), mais de 300 empresários da região de Pirituba estiveram presentes no 1º Seminário de Empreendedorismo e Desenvolvimento Regional, realizado pelo Ciesp Oeste em parceria com a Secretaria Municipal de Trabalho, Subprefeitura de Pirituba, Associação Comercial de São Paulo e Sebrae-SP. O objetivo do evento, que aconteceu na Sociedade Holandesa de São Paulo (Casa de Nassau), foi aproximar empresários e lideranças locais, entidades e governo municipal para a movimentação de negócios e viabilização de investimentos.

 
“O foco do seminário é tentar aproximar as empresas e as entidades, como uma oportunidade de incentivar melhorias para os negócios. Expor o empresário a esse tipo de ação regional é um dos objetivos maiores do Ciesp nesse momento”, afirmou Fábio Ferreira, diretor titular do Ciesp Oeste. Para Fernando Chinaglia, gerente do escritório regional Oeste do Sebrae-SP, o encontro é fundamental para organizar as ações das entidades que atuam em Pirituba e região, preocupadas com o desenvolvimento local e a geração de emprego e renda. “Isso se consegue com esforço e união de vários parceiros, junto com a comunidade local. O evento marca um passo importante nesse sentido, e é o primeiro de vários outros que pretendemos dar”, garantiu.
 
Pólo de desenvolvimento
A desapropriação de um terreno de 4,9 milhões de m² na divisa dos distritos de Pirituba e Jaraguá, para a construção de um megapólo de convenções, e a necessidade de informar a comunidade sobre o que irá acontecer na região foram os principais pontos que levaram as entidades a realizar o seminário.
 
Com uma população estimada de 390 mil habitantes e 66% da mão-de-obra composta por trabalho formal, Pirituba é foco das ações das entidades na zona oeste da capital. “Nosso papel é catalisar e ampliar os negócios na região”, afirmou André de Souza Peixoto, superintendente da Associação Comercial de São Paulo – Distrital Pirituba. Para Peixoto, é necessário, no entanto, aprimorar alguns pontos para possibilitar o desenvolvimento local. “Precisamos começar com infra-estrutura. Um pólo dessa magnitude jamais pode ser erguido sem base, sem facilidade de entrada e saída do bairro. Junto com o empreendimento, devem vir as alternativas para que ele se viabilize”, alertou.
 
Para o subprefeito de Pirituba, José Augusto Darcie, as melhorias necessárias para que o distrito comporte o novo pólo devem fazer parte do projeto que será apresentado pela prefeitura, para que se torne viável. “Já caminhamos bastante na área de infra-estrutura, com pequenas obras e intervenções, e temos condições de pensar no futuro. O novo pólo de convenções, cujo projeto deve estar pronto dentro de um ano, vai trazer progresso para a região”, disse. Segundo ele, uma pesquisa feita recentemente pelo Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) sobre as regiões mais valorizadas da cidade apontou Pirituba em 4º lugar. “Isso mostra que temos possibilidade de crescer. Esse seminário é um marco para a região. A parceria entre as entidades é fundamental, e esperamos que este seja o primeiro de uma série de eventos”, sublinhou Darcie.
 
O papel das empresas
Em torno dessa nova realidade para os empresários já instalados no distrito, e para quem planeja futuros empreendimentos na região, giraram outros temas como empregabilidade – foco da palestra do Ciesp, cujo objetivo foi alertar os empresários sobre os fatores que podem garantir a sobrevivência das micro e pequenas empresas (MPEs) no mercado.
 
Edson Vieira

Bernadete Mafra – Atrair, desenvolver e manter talentos é estratégia para empresa seguir competitiva no mercado

“Foi-se o tempo em que podíamos pensar simplesmente na nossa empresa, e exigir a empregabilidade do funcionário. Não dá para ficar só exigindo. As empresas são exigidas, e é aí que entra o conceito de ‘empresabilidade’, que é transformar nossas indústrias em ambientes agradáveis e atraentes para os profissionais”, analisou o diretor do Ciesp, Fábio Ferreira. Para a palestrante Bernadete Mafra, coordenadora do grupo de RH do Ciesp Oeste, a empresa que tem capacidade de atrair potenciais entende que as pessoas são um recurso, e não apenas um custo. “O empreendedor deve saber utilizar as oportunidades a seu favor. Ele precisa identificar, valorizar e desenvolver as competências humanas, e adequá-las às necessidades dos negócios, fazendo com que os colaboradores sintam-se parceiros da empresa”, ressaltou.

 
Para dar conta da competitividade, a empresa tem que se diferenciar. “No mercado atual, os empresários têm que satisfazer clientes cada vez mais exigentes, e só sobrevive quem é capaz de inovar continuamente em seus produtos. Gerir os talentos e manter profissionais com alta taxa de empregabilidade é uma estratégia competitiva que pode fazer a diferença”, alertou Bernadete Mafra.
 
CAT – A palestra sobre empreendedorismo e empregabilidade também apresentou os serviços gratuitos do Centro de Apoio ao Trabalhador (CAT), da Secretaria Municipal de Trabalho. Um dos destaques são os processos de seleção feitos por especialistas, para suprir as necessidades do pequeno empresário. “Esse tipo de serviço busca elevar o potencial de empregabilidade dos trabalhadores, e fazer com que o empregador receba um candidato mais bem preparado para as vagas”, explicou Nelson Miguel Jr., da SMTrab.
 
A arte de empreender
O evento também contou com uma palestra do economista Carlos Hilsdorf. Pós-graduado em marketing pela FGV, autor, consultor de empresas e profundo pesquisador do comportamento Humano, Hilsdorf animou o público falando sobre empreendedorismo e os princípios mínimos de gestão para que uma empresa alcance o sucesso. “O empreendedor deve se mover diante do futuro, inovar e aproveitar o mercado antes de estar poluído. Os investimentos e planejamentos devem começar agora, porque o mundo caminha em alta velocidade, e não é sábio ficar para trás”, destacou.
 
Segundo Hilsdorf, é por meio do conhecimento que uma MPE tem mais chances de prosperar. “O negócio é sempre do tamanho da sua capacidade de empreender. Portanto, a empresa pode ter qualquer porte, mas o empresário deve ser sempre grande. A diferença está na atitude e na capacidade de gerar negócios, e não no capital. Por isso é importante aprender mais rápido do que a concorrência”, salientou o conferencista.
 
Agência Ciesp de Notícias
Mariana Ribeiro
28/04/2008