Ciesp Araraquara é eleito para Comitê da Bacia Tietê-Batalha - CIESP

Ciesp Araraquara é eleito para Comitê da Bacia Tietê-Batalha

A Diretoria Regional do Ciesp em Araraquara foi eleita para a vice-presidência do Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê-Batalha (CBH/TB) para o biênio 2009-2010. O posto será ocupado pelo gerente regional Airton Luis Bertochi, que também acumulará o cargo de titular da Câmara Técnica de Planejamento e do Grupo Técnico de Cobrança.

 


O CBH/TB é responsável pela elaboração do Plano Regional de Recursos Hídricos, definindo obras e ações necessárias para a recuperação, conservação e preservação de recursos hídricos. Decide também sobre o uso de verba repassada pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) para a região.


 


“É uma plenária com certo limite, mas democrática e que agrega representantes do poder público e da sociedade civil”, avalia Bertochi.


 


Novo foco: variar ações


Composto por 39 membros de órgãos estaduais, entidades civis e prefeitos, sendo 13 cadeiras para cada segmento, o Comitê Tietê-Batalha deve inaugurar uma nova fase a partir de março, quando assumem os gestores eleitos.


 


Será alterado o foco que até agora privilegia a ampliação da rede de saneamento básico. Em 13 anos, o CBH/TB já investiu R$ 13,5 milhões em 184 projetos. Resultado: 95% do esgoto das 36 cidades da Bacia Tietê-Batalha é coletado. A meta é, até 2010, fazer com que 88% dos dejetos recolhidos sejam tratados.


 


As obras de saneamento foram custeadas com recursos financeiros do Fehidro, que incluem hoyalties recolhidos pela Usina Hidrelétrica Mário Leão, unidade de geração instalada na cidade de Promissão com potência de 350 megawatts.


 


Em 2009, o orçamento de R$ 1,8 milhão do CBH/TB será pulverizado em projetos variados. “Estamos pedindo a organizações não-governamentais e a prefeituras que elaborem propostas para o Comitê”, explica o gerente do Ciesp.


 


Cobrança


A mudança será acompanhada por uma nova política de cobrança pelo uso da água em vigor a partir de 2010. A incidência de taxa fixa aplicada a todos os usuários de recursos hídricos deve reforçar o caixa do Comitê Tietê-Batalha, que pode atingir o montante de R$ 9 milhões.


 


“A idéia é quebrar resistências e estabelecer o debate sobre a cobrança para a preservação da água”, afirma Airton Bertochi, novo gestor do grupo técnico responsável pela taxa.


 


Segundo ele, a tendência é haver articulação política entre prefeituras da região para elaborar projetos conjuntos de recuperação, conservação e preservação da água. “Há um cenário futuro positivo para resolver problemas de vários municípios”, analisa.


 


Nivaldo Souza, Agência Ciesp de Notícias