Capital lidera balança comercial paulista, mas tem o maior déficit - CIESP

Capital lidera balança comercial paulista, mas tem o maior déficit

 

Odair Souza, Agência Ciesp de Notícias

No vai e vem do comércio exterior do Estado, a região da Capital chegou a extremos. Um levantamento do Ciesp referente ao primeiro trimestre de 2011, com 39 das suas diretorias regionais, mostrou que a região composta por oito cidades (Capital, Caieiras, Embu-Guaçu, Franco da Rocha, Francisco Morato, Itapecerica da Serra, Juquitiba e São Lourenço da Serra) ficou em primeiro lugar em volume de exportação, importação e na corrente de comércio. Porém, na apuração do saldo a região ficou na última posição, com déficit de US$ 2,5 bilhões, US$ 500 milhões a mais do que o déficit apurado no mesmo período do ano passado.

As vendas externas desse grupo, que responde sozinho por 10% da pauta exportadora paulista, subiram 2,4% sobre o 1º trimestre de 2010 – de US$ 1,27 bilhão para US$ 1,3 bilhão. Na sequência do ranking elaborado pelo Ciesp, aparecem as regiões de São José dos Campos (US$ 1,09 bilhão), Santos (US$ 1,06 bi), São Bernardo do Campo (US$ 1,04 bi) e Campinas (US$ 1,02).

A corrente de comércio na região da Capital subiu 12,5%, passando de US$ 4,6 bilhões para US$ 5,1 bilhões nos três primeiros meses de 2011 – o equivalente a 16,4% do fluxo estadual. As importações aumentaram de US$ 3,3 bilhões para US$ 3,8 bilhões na mesma comparação, equivalente a 21% do fluxo estadual.

Cidade de São Paulo

O desequilíbrio comercial sentido na indústria é evidenciado no fluxo de comércio da maior cidade do país, que abriga quase 26 mil fábricas. Enquanto produtos primários foram destaques na pauta de exportação, os de maior valor agregado dominaram as compras externas: fabricação de veículos ferroviários, produtos farmacêuticos e fabricação de aeronaves. Os principais destinos dos produtos paulistanos foram Holanda (14%), China (9%) e Estados Unidos (8,6%). As principais origens foram China (20,6%), EUA (15,2%) e Alemanha (10,6%).

Nota: segundo definição da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o critério para as exportações por municípios leva em conta o domicílio fiscal da empresa exportadora, ou seja, os produtos contabilizados são de empresas com sede no município, independentemente de onde a mercadoria foi produzida.

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