Cai a oferta de vagas na indústria paulista em outubro - CIESP

Cai a oferta de vagas na indústria paulista em outubro

Pesquisa realizada pelo CIESP aponta retração nas contratações

Pesquisa do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) aponta no mês de outubro variação de –0,02% nas contratações da indústria paulista. O resultado é inferior ao apresentado em setembro, quando o índice ficou em 0,22%. No mesmo mês de 2004 o crescimento foi de 0,05%. De janeiro a outubro, foram preenchidos 52.111 postos de trabalho contra 98.668 no mesmo período no ano passado. Na capital foi registrado um crescimento de 0,38% nas contratações.

No mês de outubro, a região de Guarulhos foi a campeã em contratações, com crescimento de 2,13% no número de vagas. Em seguida aparecem Araçatuba, com 1,36% e Campinas, com 1,31%. Os destaques da indústria paulista no mês foram os setores de material elétrico eletrônico e de comunicações (1,43%) e metalúrgica (0,13%). Os resultados só não foram melhores em função das variações negativas dos setores de vestuário e artefatos de tecidos (-1,65%) e têxtil (-0,33%).

De acordo com Boris Tabacof, diretor do Departamento de Economia do Ciesp, o número de postos de trabalho está em processo de declínio e a previsão para o ano já está dada. “Há uma tendência de queda para o final do ano. Novembro e Dezembro não vão se recuperar em função de fatores conjunturais e sazonais que influenciam na criação de vagas.”

Os piores resultados ficaram com as regiões de Presidente Prudente (-1,32%), São José dos Campos (-1,23%), Osasco (-1,20%) e Indaiatuba (-0,89%). A cidade de São Paulo registrou crescimento no emprego em outubro (0,16%) em relação ao mês de setembro. Os quatro municípios da região metropolitana apresentaram crescimento no número de vagas: São Caetano do Sul (1,04%), Santo André( 0,73%), Diadema (0,53%) e São Bernardo do Campo (0,02%).

Para Tabacof, a política adotada pelo Banco Central mostra que não é possível um investimento maior no aumento do número de vagas. “O mercado está estagnado. É preciso que haja um processo de alívio na política monetária, pois as taxas de juros altas e o câmbio valorizado afetam, diretamente, no emprego do Estado”.