Álvaro Uribe, da Colômbia, será recepcionado por Lula e Skaf na próxima segunda-feira (19) - CIESP

Álvaro Uribe, da Colômbia, será recepcionado por Lula e Skaf na próxima segunda-feira (19)

Pela segunda vez neste ano, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, estará na Fiesp/Ciesp com objetivo de atrair investimentos ao seu país e firmar parcerias com empresas brasileiras. O chefe de estado será recebido pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e pelo Presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, na próxima segunda-feira (19), a partir das 9h.

Em sua primeira visita, em fevereiro, Uribe afirmou que a Colômbia já está preparada para receber aportes financeiros internacionais, pois possui um arcabouço jurídico com valor democrático e pratica uma política social séria. A intenção de Uribe é minimizar seu déficit com outros países. Com o Brasil, o saldo colombiano está negativo em US$ 1,4 bilhão.

Além de Uribe, também fará arte da comitiva o ministro de Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia, Luis Guilhermo Plata Páez. Oministroliderará o grupo de cem empresários colombianos, que participará das rodadas de negócios com indústrias brasileiras. Para ver a programação completa e inscrição, clique aqui.

Saldo no vermelho
Apesar do déficit, a relação comercial entre os dois países passa por seu melhor momento, tendo evoluído de US$ 573 milhões, em 1998, para US$ 3,12 bilhões, em 2008. O fluxo da balança é superavitário para o lado brasileiro, com US$ 1,466 bilhão no ano passado, quando o País exportou US$ 2,29 bilhões. Os principais itens da cesta de produtos são:

 Aparelhos celulares, com US$ 164,9 milhões;
 Tubos de ferro e aço, US$ 89,6 milhões;
 Aviões a turboélices, US$ 85,9 milhões.

O desnível da balança tem sido minimizado pela Colômbia. Na comparação 2007-2008, a expansão das exportações colombianas para o mercado brasileiro foi de 94,3%, passando de US$ 427 milhões para US$ 829 milhões. O aumento foi puxado pela maior presença do petróleo na lista de produtos importados pelo Brasil, que saltou de US$ 91 milhões para US$ 164,4 milhões. Além de carvões minerais, que passaram de US$ 68 milhões para US$ 205 milhões.

A corrente bilateral foi intensificada apósassinatura de acordos pelos Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Álvaro Uribe, em 2003, que estabeleceram parceria para ampliar a aproximação comercial e de infraestrutura.

Como resultado, o Brasil assumiu, em 2007, a posição deterceiro maior investidor estrangeiro na Colômbia, com US$ 529 milhões– 25 vezes mais doque no ano anterior. O fluxo de capital colombiano em solo brasileiro foi de US$ 167 milhões naquele ano.

Agência Indusnet Fiesp