Algodão: Fiesp sugere ao governo brasileiro ouvir setor privado antes de retaliar EUA - CIESP

Algodão: Fiesp sugere ao governo brasileiro ouvir setor privado antes de retaliar EUA

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) acompanhou, com atenção, o anúncio do relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC), que autorizou o Brasil a adotar medidas retaliatórias contra os Estados Unidos no contencioso sobre os subsídios ao algodão.

A entidade lamenta que os Estados Unidos não tenham acatado as decisões anteriores da OMC que condenaram as políticas norte-americanas ao setor.

A Fiesp entende que a adoção de retaliações é uma consequência natural do não cumprimento de tais decisões por parte dos Estados Unidos, na medida em que constitui o último recurso legal do País no exercício de seus direitos.

A entidade, ainda assim, espera que o governo dos Estados Unidos se adeque às determinações da OMC e evite a deterioração da excelente relação comercial entre os dois países.

A adoção de eventuais medidas retaliatórias deve ser amplamente discutida com o setor empresarial, uma vez que este será o principal impactado por uma decisão a respeito.

A Fiesp entende que a quebra de direitos de propriedade intelectual deve ser avaliada de maneira cuidadosa, levando-se em consideração os impactos sobre a estabilidade das regras para os investimentos.

A Fiesp está em processo de avaliação do montante e condições de retaliação, com o objetivo de debater com os setores envolvidos e, na sequência, encaminhar posição ao governo brasileiro.

Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, “lembramos que o objetivo principal é conseguir que os Estados Unidos respeitem seus compromissos com as regras internacionais, acatando as determinações da OMC. A retaliação é apenas um instrumento para fazer valer o bom senso no comércio internacional”.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)