AES Eletropaulo participa de reunião no Ciesp - CIESP

AES Eletropaulo participa de reunião no Ciesp

Amanda Viana, Agência Ciesp de Notícias

Para esclarecer dúvidas sobre energia elétrica, num momento de elevação das tarifas, a Diretoria de Infraestrutura (Deinfra) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) convidou Teresa Vernaglia, vice-presidente de Serviços Compartilhados da AES Eletropaulo, para falar sobre o canal de relacionamento da AES Eletropaulo com o Ciesp e a Fiesp, nesta quinta-feira (25).

Julio Diaz, diretor do Deinfra, considera importante a existência de um canal de relacionamento entre a indústria e as concessionárias, porque evita muitos conflitos. “O Ciesp está aqui representando os clientes, e acreditamos que essa parceria vai continuar dando certo”, comentou Diaz.

Eletropaulo e Ciesp/Fiesp

A indústria representa mais de 20% do consumo de energia, de acordo com Teresa, e a Eletropaulo percebeu, no final de 2012, que faltava um plano mais sólido e um canal de atendimento melhor. Como estratégia de relacionamento com o Ciesp, foram adotadas medidas como: reuniões periódicas, prestações de contas, visibilidade de obras que estavam sendo demandadas, discussões sobre a qualidade do fornecimento de energia elétrica.

Os canais de relacionamento também tiveram atenção especial e atendimento personalizado, já que a empresa dividiu os clientes de alta e média tensão, criando um call center próprio para cada grupo, além de gerentes de contas específicos e investimentos em tecnologia e infraestrutura. “Temos um suporte em cima da tecnologia, em busca de um atendimento melhor”, afirmou a palestrante.

Há quase 20 anos no Brasil, a AES é responsável por 14,3% da energia distribuída no país (pela AES Eletropaulo e AES Sul) e atende 2,5% da capacidade de geração de energia instalada (AES Tietê e AES Uruguaiana). Segundo Teresa Vernaglia, a empresa totalizará 10 bilhões de reais de investimentos em dez anos, sendo o grande foco de crescimento no Brasil na área de geração de energia.

Teresa Vernaglia: ““É necessário criar um bom relacionamento não só na crise, ter a ideia da AES Eletropaulo como parceiro e não como parte do problema”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A AES Eletropaulo atende 24 municípios da área metropolitana de São Paulo e é a maior empresa de distribuição de energia na América Latina. Para Teresa, trabalhar em São Paulo tem suas peculiaridades. “Aqui enfrentamos desafios de mobilidade, que demandam tecnologia, além da exigência dos clientes. As distribuidoras precisam de incentivos para modernizar as suas redes”, completou.

A palestrante afirmou que são mais de 20 milhões de clientes na área de concessão e que, no ano, são mais de 33 milhões de atendimentos nos canais disponíveis para atendê-los. “O trabalho da AES Eletropaulo demanda muita interação com o órgão público, ainda mais em períodos de crise, precisamos trabalhar juntos.”

Aumento da tarifa

Um dos objetivos do canal de relacionamento é, de acordo com Teresa, mostrar o que está acontecendo com a tarifa de energia e ajudar as empresas a ter mais previsibilidade em relação a isso. Ela disse ainda que as distribuidoras têm contribuído consistentemente para a modicidade tarifária. “Dos 15% de aumento previsto na tarifa, apenas 1,6% será destinado às atividades da distribuidora”, afirmou.

Segundo Teresa, a AES Eletropaulo investiu 3,7 bilhões de reais entre 2010 e 2014, com a previsão de mais 3 bilhões de reais em investimentos nas áreas de concessão de 2016 a 2017. “É necessário criar um bom relacionamento não só na crise, ter a ideia da AES Eletropaulo como parceiro e não como parte do problema”, avaliou.

Geração distribuída e cobertura 4G

Entre outros temas discutidos durante a reunião, esteve em pauta a situação atual do sistema elétrico, oferta de energia e tarifas, com a presença de Newton Duarte, presidente executivo da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen) e diretor adjunto de Energia Elétrica do Ciesp. Duarte explicou a geração distribuída, que, de acordo com ele, pode ser considerado como um novo e sustentável ciclo de produção descentralizada de energia.

Wilson Cardoso, diretor de tecnologia da Nokia, falou sobre as tecnologias para ampliar e melhorar a cobertura 4G nas redes móveis e sobre o aproveitamento de infraestrutura de postes de energia. Cardoso comentou o alto grau de insatisfação do Brasil em relação às redes móveis, devido à falta de infraestrutura, já que o tráfego só aumenta a cada ano.

“No Brasil temos 240 milhões de usuários e 65.000 torres de sinal, o que dá, aproximadamente, 4 mil usuários para cada torre”, contabilizou. “Em um mundo ideal, a rede de celular perfeita seria a de uma torre para cada usuário, mas, como solução, poderíamos fragmentar essas torres”, completou Cardoso. O palestrante explicou que o 4G no exterior é muito confiável e pode mudar o padrão de distribuição do sinal de internet.