7° CONSTRUBUSINESS: Investimentos na construção serão mantidos, garante Mantega - CIESP

7° CONSTRUBUSINESS: Investimentos na construção serão mantidos, garante Mantega

 

Ministro da Fazenda tranqüiliza empresários e projeta crescimento de 4% no PIB em 2009
 
 
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu hoje (1º) que os investimentos nas áreas de habitação, saneamento e infra-estrutura serão mantidos, apesar da desaceleração econômica em 2009.
 
“O Governo não vai permitir queda ou suspensão de programas nessas áreas”, ressaltou o ministro na sessão de abertura do 7º Seminário da Indústria Brasileira da Construção (Construbusiness).
 
Na visão de Mantega, a expansão do mercado imobiliário brasileiro não se compara à bolha americana, um dos estopins da crise financeira internacional.

“No Brasil, essa expansão já vinha numa trajetória de crescimento, resultante de um conjunto de fatores estruturais”, afirmou. Ao mesmo tempo, acrescentou, o Brasil apresenta um déficit habitacional de 7,8 milhões de moradias.

 
Monitoramento da crise
O monitoramento da crise internacional vem sendo bem-sucedido, afirmou o ministro, tranqüilizando os mais de 630 empresários presentes.

Entre os emergentes, disse ele, o Brasil é o país que menos deve sofrer com a crise, porque depende menos das exportações. “Além disso, temos um setor bancário sólido e com um nível menor de alavancagem, da ordem de 6%, inferior ao apresentado em outros países”, observou.

 
Guido Mantega reconheceu, no entanto, que persistem dificuldades na oferta de crédito, apesar dos US$ 100 bilhões injetados pelo Banco Central, com a liberação dos depósitos compulsórios, e dos dólares liberados nas linhas de ACC e ACE. “Mas a hemorragia foi estancada”, afirmou, lembrando que a fase aguda concentrou-se nos meses setembro e outubro.
 
O Governo estuda outras medidas anticrise, acrescentou Mantega, e projeta crescimento de 4% do PIB em 2009. “As altas reservas em dólares, criticada por alguns, hoje se revelaram importantes no monitoramento da crise e mesmo para a redução da dívida pública externa.”
 

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Rubens Toledo
Agência Ciesp de Notícias
1°/12/2008